2010
02.19

Tosse e Asma

O Dronabinol THC e outros canabinoides psicoactivos dilatam os brônquios. Em meados do século XX os remédios a base de canábis entram nas farmacêuticas da medicina ocidental, entre muitos outros o remédio para a asma. Nos finais do século apreciava-se os “cigarros” para a Asma, que continham derivados de canábis (Cânhamo Indico). O uso da canábis para o tratamento da tosse na Índia esta documentado desde há 100 anos atrás.

Asma

Nos anos setenta testo-se o THC e outros canabinoides em estudos clínicos com pessoas saudáveis e pessoas asmáticas. Num estúdio provocou-se bronco-espasmos(ataque de asma) em oito pacientes (Tashkin, 1975). A canábis fez desaparecer os espasmos em questao de 10 minutos, devido ao efeito nocivo que tem o fumo na mucosa, a canábis não só se deveria fumar, mas o melhor é ingerir por via oral, como por exemplo, bolos ou pasteis.

O THC pode-se combinar bem com outros tratamentos, ja que a sua forma de actuar diferencia-se das formas dos medicamentos comuns. Um estudo realizado em 1984 demonstrou que o efeito do THC não diminuiu durante 20 dias, com doses de 20mg administradas por via oral, por isso pode-se tomar THC por um longo periodo de tempo (Gong, 1984). E também o seu efeito anti-alérgico e anti-inflamatório pode ser um proveito no tratamento da asma.

Tosse

No ano 2000, um grupo de cientistas descubriram porque que a canábis provoca em alguns casos tosse e em outros inibe a bronco-dilatação e a tosse. Num artigo da revista Neture explicaram que o endocanabinoide “Anandamide” relaxava a musculatura dos brônquios dos ratos da experiência que se tinha provocado bronco-dilatação mediante um estimulante, em concreto capsaicina (Calignano, 2000). Contudo, quando as vias respiratórias se encontram relaxadas a Anandamida pode provocar ataques de tosse. “Cremos que se pode tratar a tosse manipulando os receptores canabinoides das vias respiratórias altas, qualquer que seja a causa da tosse”. Numa entrevista ao professor Daniele Piomelli que é um dos investigadores da equipa da Universidade da Califórnia. “Estes novos conhecimentos sao muito importantes porque a maior parte dos métodos de tratamento usados habitualmente, como a codeina e outros medicamentos semelhantes, actuam no “centro da tosse”, numa pequena zona do cérebro”. Estes investigadores esperam realizar estudos com pessoas.

Fonte: Dr. Franjo Grotenhermen, livro Canábis como Medicina

2010
02.19

Noticia de 2006

Fumar sabão = fumar veneno

Recentemente a revista “Red Eye Express” salientou os perigos de fumar haxixe de má qualidade, que em alguns casos contem pouca canábis. Estamos a falar de “Sabão” e da “soft black gunk” identificada como “Squiggy Black”, “Affy Black” ou “Pakki Black”. O artigo explicou que mesmo os melhores sabões que pesam cerca de 250 gramas, contêm menos de 10 gramas de pólen de canábis (glândulas de resina) e mais de 200 gramas de folhas sem resina ou apanhadas do chão, juntamente com varias substâncias nocivas como cola para o ligar/unir e agentes corantes.

Aqui ficam algumas das outras substâncias encontradas nesta canábis de má qualidade, vendida por traficantes fraudulentos e/ou desonestos:

Cera, graxa, fezes de animais, aguarrás, alcana, café, leite em pó, resina de pinheiro, barbitúricos, ketamina, aspirina, colas e tinturas, solventes Cancerígenos como Benzina e “Toluene” e muitos outros químicos não identificados e potencialmente mortais.

Estes sabões não se encontram disponíveis em coffee shops na Holanda ou em quintas em Marrocos. Eles são frequentemente feitos em Espanha ou Inglaterra.

- O sabão custa cerca de 2200 euros o kg e, no Reino Unido, custa 2,20 euros a grama.
- Se você comprar vai permitir que traficantes sem escrúpulos o enganem, pois eles ou não sabem ou não não se importam consigo ou com a sua saúde e estão provavelmente apenas interessados nos enormes lucros que obtêm.
- O sabão é venenoso – é um perigo para a saúde e dá má fama à verdadeira canábis. Deverá continuar sempre ilegal.

A única forma de parar isto é dizer ao seu dealer e recusar comprar má qualidade.

A antopologia e a ciência forense cooperam no projecto de um estudo científico que já deveria ter sido realizado há muito, para descobrir os horrores escondidos do sabão.

Neil Montgomery, um Antropólogo Social a fazer pesquisa na Edinburgh University, fez equipa com a GW Pharmaceuticals para examinar e analisar as inúmeras impurezas com as quais, a resina de canabis de má qualidade apresentada da forma mais comum no Reino Unido, está impregnada. Conhecido como “Sabão” (Soap Bar), devido à forma das barras com um quarto de kg em que ele é moldado, este conhecido haxixe teve durante muito tempo a reputação, entre os utilizadores de canábis, como sendo pouco mais que veneno; uma substância nociva que foi tolerada porque não havia mais nada disponível.

Há anedotas que falam de a coisa ser misturada com borracha, plástico, cera, gasóleo, terra, melaço, manteiga branca, até graxa de sapato, e a lista continua. Enquanto investigava as pontenciais fontes fornecedoras de sabão, a CRISP (Cannabis Resin Impurities Survey Project) começou a recolher estórias acerca do sabão; anedotas sobre contaminantes suspeitos e efeitos secundários desagradáveis. O resultado final da CRISP será uma analise forense dos constituintes químicos do sabão entrelaçada do princípio ao fim com uma apreciação das noções, percepções e memórias do sabão desenhadas a partir da larga etnografia do uso da canábis feita por Montgomery. Esta investigação crucial espera iluminar os perigos para a saúde associados com o que se tornou no produto principal na dieta do consumo de canábis no Reino Unido e faz a ligação entre o conhecimento da qualidade do sabão e o recente aumento do cultivo caseiro de canábis.

Neil Montgomery, um reconhecido expecialista nos aspectos culturais do uso da canábis, é o Consultor de Antropologia do projecto inglês “Medical Cannabis Project”, que está a ser conduzido pela GW Pharmaceuticals sob licensa da “Home Office”.

Se você quiser partilhar estórias sobre sabão ou oferecer algum conhecimento sobre as barras de sabão, por favor contacte o Neil via e-mail em Neil.Montgomery@ed.ac.uk
ou
via mail regular para:
Department of Social Anthropology, The University of Edinburgh, Adam Ferguson Building, George Square, Edinburgh. EH8 9LL

Fonte: http://www.ccguide.org.uk/
Em: http://www.ccguide.org.uk/badsoap.php
E em: http://www.theredeyeexpress.co.uk/

Mais em:
http://www.ed.ac.uk/~naranja
http://www.geocities.com/antisoapcrew/
http://www.homeoffice.gov.uk

Tradução : Tommy Joao

Fonte

2010
02.19
Informação sobre dosagem de óleo de cânhamo.

A uma pessoa mediana leva cerca de 90 dias a ingerir o tratamento completo de 60 gramas.
Eu sugiro que se comece com 3 doses do tamanho aproximado de um grão de arroz por dia.
Uma dose assim seria equivalente a 1/4 de uma gota. Após 4 dias com esta dosagem aumente a dosagem e assim sucessivamente ate atingir a ingestão de 1 grama em 24 horas, logo portanto, cada dose individual devera equivaler
a 1/3 de grama.

A uma pessoa mediana leva aproximadamente 5 semanas a chegar ao ponto em que possam ingerir 1 grama por dia. Uma vez atingido este dosagem podem continuar a este ritmo ate ao cancro desaparecer.
1 grama é ligeiramente menos q 1 ml.

Este método permite ao nosso corpo ir ganhando tolerância lentamente, de facto, tenho vários relatórios de pessoas q fizeram
tratamento de óleo e nunca ficaram “pedrados”. Todos temos diferentes níveis de tolerância para qualquer tipo de medicação.
O teu tamanho e peso pouco tem a ver com a tolerância a óleo do cânhamo.

Tenha em conta ao começar o tratamento com óleo de cânhamo que isso ira baixar a pressão sanguínea, portanto se estiver
no momento a tomar outra medicação para esse efeito é muito provável que ira de deixar de precisar de a tomar.

Quando as pessoas estão a tomar o óleo eu gosto de ve-las a ficar nas suas zonas de conforto, mas a verdade é que quanto mais
rápido se tomar o óleo maior a hipótese de sobrevivência.

No final dos seus tratamentos muitas pessoas continuam a ingerir o óleo, no entanto a um ritmo muito reduzido. Entre 6 a 10
gramas por ano seria uma boa dosagem de manutenção.

Eu não gosto de ver pessoas a exceder o limite tomando o óleo, mas uma “overdose” não traz efeitos maléficos. A maior
contra-indicação para esta medicação é dormir e descanso q tem um papel de destaque no processo de cura. Normalmente,
aproximadamente dentro de uma hora de tomar a dose, o óleo “diz-nos” para apenas nos deitarmos e relaxar. Não combata
a sonolência, apenas deixe-se levar por ela. Normalmente após um mês, a fatiga durante o dia associada a este tratamento
dissipa-se embora o paciente continue a dormir bastante bem durante a noite.

A única circunstancia em q recomendo q se comece com maior dosagem é enquanto se esta a deixar de tomar medicação para
as dores  é viciante e perigosa. Quando pessoas que estão no momento a tomar esse tipo de medicação começam com o tratamento
de óleo, normalmente eles próprios reduzem essa medicação para metade. O objectivo é tomar óleo suficiente para tomar
conta da dor e ajudar o paciente a largar estas perigosas drogas farmacêuticas. O consumo de óleo torna muito mais fácil
ao paciente largar esses químicos viciantes.

Apenas digo as pessoas q o óleo vai fazer das duas uma: Ou vai curar um cancro, ou em casos em q ja é tarde demais para
produzir uma cura atenua “a saída” e q ao menos podem morrer com dignidade.

Óleo de cânhamo tem um bastante alto rácio de eficácia no tratamento de cancro. Infelizmente, muitas das pessoas q vem
a mim vem severamente “danificadas” pelo sistema medico com a sua terapia química e de radiação. Os danos q tais tratamentos
causam tem um efeito duradouro e sendo assim, quem ja teve estes tipos de tratamento são mais difíceis de curar.

Devera também ser mencionado que o óleo rejuvenesce órgãos vitais, como o Pâncreas. Muitos diabéticos q tomaram o óleo
descobriram que após 6 semanas tomando óleo deixam de precisar de insulina uma vez que o seu pâncreas ja esta a desempenhar as
suas funções.

Medicamentos feitos devidamente de cânhamo são a melhor cura neste planeta. Uma vez que experimente o que essa medicação pode
fazer ira perceber porque a historia e eu chamamos a medicina de cânhamo uma “cura tudo”.

Tradução : Pfreire

Fonte : PhoenixTears

2010
02.18

Dakar, Senegal (PANA) – As apreensões de droga, sob várias formas, registadas no Senegal de 2008 ao primeiro semestre de 2009, estimam-se em 12 mil 782 quilos e 232 gramas, equivalentes a 511 milhões 758 mil 900 francos CFA (mais de um milhão de dólarés americanos), revela um relatório do Observatório Geoestratégico das Drogas e Desvio (OGDD).

O relatório foi divulgado no termo dum encontro ministerial sobre o tráfico ilícito de estupefacientes na África Ocidental, realizado de 13 a 15 de Fevereiro corrente em Dakar.

O documento radiografia a situação nacional do tráfico de droga no Senegal e a evolução dos confiscos de droga desde 2000, nomeadamente no que diz respeito ao cannabis, ao haxixe, ao óleo de haxixe, à heroína, à cocaína e a substâncias psicotrópicas.

Segundo o OGDD, o Senegal é muito visado pelas redes internacionais estruturadas para fazer passar a sua droga por vias terrestre, aérea e marítima, devido à sua situação geográfica no cruzamento dos caminhos marítimos e aéreos em relação à Europa, à América e à Ásia.

Um outro factor favorável a este mal é a posição geográfica do seu aeroporto internacional Léopold Sédar e do Porto Autónomo de Dakar, de acordo com o relatório.

A estes factores se junta o princípio dos acordos da Comunidade Económico dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que consagra a livre circulação de pessoas e bens em todo o seu espaço regional.

Para o cannabis, de 2000 a 2005, 80 por cento das apreensões dizem respeito à variedade denominada “niakoye” cultivada no sul do Senegal ao passo que 19 por cento concernem à a variedade “marron” proveniente do Gana via Mali, e um por cento tem a ver com a variedade “fogny” produzida na Gâmbia.

Uma tendência que acabou por inverter a partir de 2006, durante a qual 80 por cento incluíram a variedade “marron” contra 19 por cento para o “fogny” e um por cento para o “niakoye”, segundo o relatório, que acrescenta que todas as apreensões efectuadas na capital senegalesa, Dakar, e nas províncias concerniram ao “marron” desde 2006 ao passo que o “niakoye” foi apreendido em Casamança, no sul do país.

“Para o cannabis, os traficantes são maioritariamente Senegaleses, Malianos e Gambianos, ao passo que os Guineenses (Conakry) evoluem na venda a retalho, contrariamente ao haxixe e ao óleo de haxixe que não se implantam no Senegal pois são manipulados por Mauritanos, Marroquinos e Paquistaneses que passam pelo Senegal rumo a outros países”, indica o documento.

A situação leva a presidente do OGDD, Hawa Diallo, a dizer que o cannabis se tornou actualmente no primeiro produto, objecto do tráfico ilícito na África Ocidental, apesar dum desenvolvimento exponencial da cocaína cujas quantidades que transitam pela África Ocidental se estimam em 2008, em 50 toneladas, segundo a Organização das Nações Unidas contra a Droga e Crime (ONUDC).

Durante o mesmo período, outros tipos de droga, dos quais o haxixe, o óleo de haxixe, a heroína, a cocaína e substâncias psicotrópicas, deram igualmente entrada no Senegal. Quanto à heroína, o mesmo estudo mostra que todos os confiscos provinham da Nigéria, do Paquistão, do Afeganistão ou da Índia para ser vendidos no Senegal.

No total, entre 2000 e 2006, as quantidades de cannabis confiscados foram avaliadas no Senegal em 27 mil 769 quilo 616 gramas, ou seja um valor de um bilião 120 milhões 619 mil 840 francos FCA (mais de dois milhoões de dólares americanos).

Relativamente ao haxixe e ao óleo de haxixe, as estatísticas revelam 15 mil 779 quilos 830 gramas, ou seja 12 biliões 770 milhões de francos CFA (mais de 26 milhões de dólares americanos) e as substâncias psicotrópicas estimadas em 526 quilos 351 gramas ou seja 53 milhões 456 mil 600 francos CFA (cerca de 111 mil dólares americanos).

Além disso, entre 2008 e o primeiro semestre de 2009, os confiscos registaram uma assunção fulgurante com 12 mil 782 quilos 232 gramas de droga apreendidos pela Polícia, pela Gendarmaria e pelas Alfândegas, ou seja um valor de 511 milhões 758 mil 900 francos CFA (mais de um milhão de dólares americanos).

Mas além deste vasto mercado de trânsito e venda, que constitui o Senegal, outras fontes revelam que este país é igualmente produtor de cânhamo-indiano, o que o coloca na posição de líder neste domínio na África francófona e terceiro na África Ocidental atrás da Nigéria e do Gana.

“Senegaleses aproveitam a fertilidade das terras e a humidade do chão nalgumas zonas do país, nomeadamente no sul, em Casamança, na zona dos Niayes entre Dakar e Saint-Louis (norte) bem como na pequena costa, entre Mbour e a Ponta de Sangomar (oeste), para cultivar todas as formas de cânhamo-indiano ou cannabis”, sublinha o relatório do OGDD.

“Produções são muitas vezes são vendidas na sub-região por vendedores bem organizados e experimentados nesta matéria e que são muitas vezes detidos no interior do país ou através de alguns meios de transporte, principalmente o comboio que liga Dakar a Bamako, a capital maliana”, acrescenta o documento.

Além de ter assinado as Convenções das Nações Unidas sobre os Estupefacientes, o Senegal adoptou um código de drogas que lhe permitiu criar em 1997 o Comité Interministerial de Luta contra a Droga (CILD), o Escritório Central para a Repressão do Tráfico Ilícito dos Estupefacientes (ORCTIS) e a Célula Nacional de Análise das Informações Financeiras (CENTIF) que se juntam ao Escritório dos Estupefacientes criado desde 1995.

2010
02.08

Cannabis evita enfraquecimento dos ossos em idosos, diz pesquisa..

A maconha pode ajudar a combater a osteoporose por ter um efeito protetor em relação ao enfraquecimento dos ossos nos idosos, segundo um estudo da Universidade de Edimburgo (Escócia) divulgado nesta quinta-feira. A pesquisa foi realizada com ratos e constatou que a maconha ativa uma molécula-chave que ajuda a evitar o desenvolvimento da osteoporose, uma doença que afeta 30% das mulheres e 12% dos homens mais velhos.

A Cannabis ativaria uma molécula-chave que ajuda a evitar a osteoporose

Outro elemento positivo que os cientistas da Universidade de Edimburgo descobriram sobre determinados elementos da maconha é que previne o acúmulo de gordura nos ossos. Stuart Ralston, professor de reumatologia desta universidade, disse que a descoberta “é um passo à frente apaixonante”, mas lembrou que se trata de resultados iniciais e que são necessárias novas análises clínicas em laboratório para
determinar como os efeitos da maconha diferem em função da idade. “Devemos realizar em breve novos exames e esperamos que os resultados ajudem a desenvolver novos tratamentos valiosos na luta contra a osteoporose”, afirmou Ralston.
O pesquisador esclareceu que fumar maconha misturada com cigarro é “ruim em qualquer idade” para os ossos e para a saúde em geral, e indicou que, no caso dos idosos, “os efeitos psicotrópicos” da droga “podem aumentar o risco de quedas, e portanto de quebra de ossos”.
“A fórmula ideal para avançar neste terreno seria desenvolver um medicamento parecido com a maconha que não tivesse um efeito direto sobre o cérebro, mas sobre a periferia”, afirmou Ralston.

Fonte: UOL

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/efe/2009/08/13/ult4429u2215.jhtm

2010
02.08

Por que a canábis é proibida?

Poucos assuntos dão margem a tanta mentira,
tanta deturpação, tanta desinformação.
Afinal, quais os verdadeiros motivos por trás
da proibição da canábis?

Parte 1 – Sede de Poder
“O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel.”
Começa assim a matéria “Marijuana: assassina de jovens”, publicada em 1937 na revista American Magazine. A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado Harry Anslinger. Se a canábis, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.
Nas primeiras décadas do século XX, a canábis era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, canábis era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam.
Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar canábis era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca. Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios – de xaropes para tosse a pílulas para dormir – continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de canábis. A indústria de tecidos também dependia da cannabis – o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente.
A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de canábis. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933.
Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a canábis entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da canábis”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam canábis começaram a proliferar”, escreveu.
Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a canábis que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão.
No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a canábis) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a canábis é inocente disso).
Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a canábis virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar. Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos anticanábis e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.
Parte 2 – Fibras sintéticas e papel
Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. “A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo”, afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo. Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado.
“A canábis foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.
Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a canábis: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.
Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a canábis. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a canábis fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde).
Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurónios, um mito repetido até hoje.
Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação directa entre a droga e os mexicanos.
Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da canábis, “algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos”. Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura.
Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis Sativa de existir.

Parte 3 – Controle Social
Anslinger também actuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a frequentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adoptava leis federais anticanábis. A Europa também embarcou na onda proibicionista.
“A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias”, diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: canábis é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. “Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia”, diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos – eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da canábis fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou óptimo mais esse instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também adoraram poder enquadrar seus imigrantes.
A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos Estados Unidos,
especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias acções coordenadas e universais para reprimir seu uso. “Isso abriu espaço para intervenções militares americanas”, diz Maierovitch. “Virou um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e exercer os seus interesses económicos.”
Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a canábis entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da canábis estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou “guerra às drogas” e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.

Texto tirado da revista Superinteressante de 27 /10/2004

2010
02.08

O cânhamo não é Canábis. Embora tanto cânhamo como Canábis sejam categorizados como Canábis Sativa, a Canábis tem uma potência média de THC de 5-20 % (a substância química que dá a Canábis as suas propriedades psicoactivas) ao passo que o cânhamo tem menos do que 0.3%THC. Nesta concentração, o cânhamo não tem nenhuma propriedade psicoactiva.

Traduzido por Cannabis.com.pt

Fonte : http://www.ontariohempalliance.org/info/p_hvsm.html

2010
02.08

O cânhamo é uma das plantas conhecidas as mais velhas cultivadas para uma finalidade industrial. Pode ser traços toda a maneira de volta a 8000 BC no Médio Oriente e na China. A fibra da planta do cânhamo foi usada para fazer uma variedade de matérias têxteis, e as sementes foram comidas. O cânhamo tem uma longa história de ser muito versátil e muito útil. O nome Latin, cannabis sativa, significa útil, assim esta planta pequena vive o mais definitivamente até seu nome. O cânhamo é usado nos milhares de artigos e de productos.

1. Os usos para o cânhamo

- Velas
- Lona
- Redes
- Equipamento
- Roupa
- Papel
- Guita
- E muito mais

2. Cânhamo a planta surpreendente

O cânhamo não é o mesmo que a marijuana. O cânhamo olha somente como seu primo – os dois são muito dissimilares na natureza. O cânhamo é alto e a maioria das folhas são na parte superior e crescem muito próximas junto. Além, o cânhamo pode ser crescido em quase toda a circunstância e exige pouco cuidado. Cresce facilmente e rapidamente.

3. 10 usos para o cânhamo

Alimento

O cânhamo pode ser usado nos lotes das receitas e dar a alimento um perfurador adicionado da saúde. O óleo da salada pode ser feito do cânhamo e as sementes podem ser comidas como porcas ou ser adicionadas aos bens cozidos. O cânhamo é elevado nos ácidos aminados e tem o índice de óleo saudável e os ácidos gordos essenciais, de que são vitais de fazer dieta. A semente de cânhamo pode ser esmagada no óleo ou ser processada na farinha.

Alimento de animal de estimação

Esta planta é igualmente uma proteína saudável para animais. Pode dar a gatos um revestimento rico e brilhante. Os gatos, os cães, os cavalos e as vacas podem todos comer o cânhamo como um suplemento dietético. Os pássaros igualmente apreciam comer a semente de cânhamo. A planta do cânhamo contem proteínas essenciais, vitamina A e é digerida facilmente.

Fundamento do animal de estimação

A planta do cânhamo é extremamente absorvente que faz lhe o ideal para usar-se como o fundamento do animal de estimação para ratos, cobaias e outros roedores e para a maca de gato.

Óleo e loções do corpo

O óleo da planta do cânhamo faz-lhe uma boa escolha para loções e óleos do corpo. As ajudas do índice do EFA regeneram a pele seca e rachada que faz lhe um moisturizer excelente.

Óleo

No passado, o óleo de cânhamo foi usado para lanternas, velas e pintura. O cânhamo não exige nenhum fertilizante, insecticida ou fungicida crescer. O óleo de cânhamo pode ser feito em quase todo o produto que exige o óleo, incluindo pinturas baseadas óleo. A pintura feita do último do cânhamo mais longo e é mais durável. Os produtos feitos do cânhamo são igualmente nontoxic e podem ser dispor sem dano ao ambiente.

Roupa

O cânhamo é uma grande fonte para matérias têxteis e roupa. As fibras exigem produtos químicos e a água menos tóxicos crescer do que o algodão. O cânhamo igualmente dura por anos e é naturalmente resistente à luz UV, ao molde e ao mildew. As etiquetas sonantes estão usando agora fibras do cânhamo para a roupa que inclui Armani, Disney, Ralph Lauren, Adidas e Calvin Klein.

Plástico

Os produtos plásticos do cânhamo biodegradável podem ajudar a reduzir operações de descarga. O cânhamo foi usado no passado como o material de embalagem e está sendo usado agora fazendo produtos tais como caixas de jóia CD.

Papel

O papel feito do cânhamo é econômico e bom para o ambiente. Porque poucas árvores são usadas, usando o cânhamo para as ajudas de papel proteja florestas e animais selvagens. O cânhamo exige menos descoramento, de que é uma fonte de poluição de água.

Materiais de construção

A planta do cânhamo faz materiais de construção fortes e resistentes. O cimento do cânhamo é feito usando a fibra e os minerais do núcleo. As balas do cânhamo podem ser usadas no empacotamento da palha. Os repousos feitos do cânhamo são fortes e tempo resistentes. Podem mesmo suportar um furacão com quase nenhum dano. Estima-se que construir uma estrutura que usa o cânhamo conservaria milhares de dólares e seria mais a favor do meio ambiente.

Combustível

Um dos usos mais interessantes para o cânhamo está no combustível. O biodiesel está transformando-se completamente uns nomes sonantes na indústria do petrolium. O cânhamo igualmente produz mais álcool etílico do que o milho por o acre – completamente um repto incrível.

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2010
02.08

O cânhamo é uma das plantas as mais entendidas mal e underutilized crescidas no mundo hoje. Uma das primeiras plantas cultivadas pelo homem, e talvez a mais versátil crescido nunca, cannabis Sativa do cannabis L. (cânhamo), foi usado para milhares de anos em China e em Egipto como uma medicina.

Criticado para o uso indulgent de umas plantas de concentração mais elevadas do tetrahyclrocannabinol por algum secar ou comprimir na marijuana e no haxixe, as tentativas do cânhamo de ganhar o respeito no mercado mundial thwarted por seus críticos. É importante realizar, entretanto, que o cânhamo industrial é muito mais baixo em TCE, fazendo o inútil como uma substância psychoactive.

Por séculos onde esta planta versátil foi vinda faça a roupa, o papel, as cordas, a medicina e o combustível nas maiorias do mundo. Até que o petróleo se transformou uma fonte popular de combustível, a maioria de óleo da lâmpada foi feito da semente de cânhamo.

Não obstante como alguns segmentos dos formulários do cânhamo, o fato do abuso da população permanecem que é extremamente útil quando crescido para finalidades industriais.

Tela do cânhamo.
O cânhamo foi usado para fazer telas da roupa, da corda e da lona por séculos. Antes da Revolução Industrial, a maioria de matérias têxteis desgastadas no mundo inteiro foram feitas usando o cânhamo. As telas feitas do cânhamo são tradicional mais fortes, mais duráveis e isolando e absorvente do que muitos outros materiais disponíveis. As fibras do cânhamo duram três vezes mais por muito tempo do que o algodão uns. Tradicional uma fibra mais grosseira usada para fazer a lona e a corda, avanços em produzir a planta conduziu a um ideal muito mais macio e mais fino da tela para tecer no pano para a roupa. É uma escolha excelente da tela para fazer a roupa que deve ser durável e duradouro.

Seus usos medicinais.
É verdadeiro que alguns povos abusaram o uso de produtos decontenção do cânhamo da elevação fazer “drogas ‘do ood”, mas o fato permanece, em muitas partes do mundo, a flor do cânhamo foi usado para fazer medicinas por séculos. Os ricos em gorduras nutritivas e em algumas vitaminas, cânhamo são usados freqüentemente para fazer salves e bálsamos, assim como suplementos nutritivos. Hoje, muitas medicamentações legais contêm flores, sementes ou óleos do cânhamo. Um benefício encontrado no uso do cânhamo na medicina é o fato de que parece ser um ingrediente não-alérgico. Nos milhares de anos, não houve nenhum caso documentado da morte, da overdose ou da reação alérgica ao cânhamo ou aos produtos do cânhamo.

Embora o cânhamo industrial seja legal crescer no mundo inteiro em 29 países, e isentar dos tratados e das leis internacionais estritos da droga, os Estados Unidos continuam a proibir aqui a produção geral de plantas e de produtos do cânhamo em casa, apesar de sua lista longa de benefícios. Estão permitidos a alguns cultivadores crescer as plantas no solo dos E.U., sob o regulamento governamental estrito, quando outros países no mundo, incluindo Canadá vizinho, permitirem a produção livre do mais baixo TCE-produzem da planta para o uso industrial.

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2010
02.08

O cânhamo foi utilizado em algumas religiões desde a antiguidade, o primeiro relato especifico aparece em 1400 a.C., na India, onde se menciona a erva sagrada “bangue” como meio de comunicação previlegiado com Shiva, uma divindade de iluminação espiritual da tradição Hindu.

Em 900 a.C. os assírios utilizavam o cânhamo para fazer incenso, utilizando-o como meio para entrar em contacto com as divindades.

Caio Plínio (23-79 d.C.), escreveu longas linhas sobre o cânhamo na sua “História Natural”.

Em 200 d.C., Galeno, médico romano, descreve o hábito de distribuir cânhamo pelos convidados para que o seu encontro se tornasse mais alegre e descontraído.

A religião hinduista considera o cânhamo como uma planta sagrada, carregada de bom presságio.
O islamismo também atribui um significado sagrado à planra, embora diferente dos hindus, já que a verdadeira adoraçao é apenas a Alá. Assim, esta não representa o espírito de Deus, mas do profeta Khizr, Elias.

No Budismo tântrico dos Himalaias fala-se do cânhamo como sinónimo de aprofundamento de consciência e intrumento de meditação.
Para as práticas cristãs e judaicas, fala-se de cânhamo no Antigo Testamento, como concluiram etimologistas da Universidade Hebraica em Jerusalém, no ano de 1980. A palavra kineboisin significa cannabis, era um óleo sagrado utilizado por Moisés para ungir (Ex 30, 23).

Nas tradições japonesas também tinha um papel especial, sendo usada como presente de família do noivo, para a da noiva.

Sem dúvida um dos movimentos mais conhecidos e associados à cannabis, o movimento rastafari, fundado na década de 30 (do séc. XX), na Jamaica, enunciam o fumo da ganja como “semente da sabedoria” e a “cura da nação”.

Na sexualidade, a cannabis vem descrita como um afrodisíaco, responsável pela ampliação de sensações e retardador da ejaculação nos homens.

Adapatado
Fonte: ” O cânhamo – A planta mais versátil do mundo! “, colecção Boa Saude, nº8